A máquina de relutância variável (MRV) é uma máquina elétrica de simples construção, sendo uma das pioneiras na indústria. O interesse industrial pela MRV acontece desde 1850, tendo sua utilização diminuída devido à complexidade de acionamento para a tecnologia da época. Com o avanço da engenharia dos materiais e da microeletrônica, novas técnicas de acionamento e controle de dispositivos elétricos surgiram, tornando possível a utilização de máquinas elétricas que outrora era limitada. As principais vantagens da MRV são sua simples construção, elevada robustez, baixo custo de produção e a dispensabilidade do uso de materiais magnéticos.

Além disso, a máquina tem tolerância a falhas que a distingue de outras máquinas elétricas, principalmente devido à continuidade de operação em caso de falta de fase. As desvantagens são excessivo ruído durante a operação, ondulação no conjugado eletromagnético produzido, necessidade da informação de posição (sensor acoplado ao eixo do rotor) e alta complexidade de acionamento de cada fase.

O GPAR conta com uma bancada composta por uma MRV trifásica, um controlador digital de sinais (DSC) TMS320F28335, um sensor de posição, um conversor meia-ponte assimétrico trifásico e uma máquina de corrente contínua conectado a um banco de cargas resistivas. O conjunto é capaz de acionar e controlar a MRV, podendo ainda simular a inserção de cargas acopladas à ponta do eixo por meio da máquina de corrente contínua.